Arduíno no ensino de física - João Cláudio Nunes Cavalho - Ifce

Arduíno no ensino de física
Prof. João Cláudio Nunes Carvalho

A relevância do laboratório de ciência é inquestionável pelos professores, pois a prática experimental consolida a aula teórica, extrapolando a abstração dos conceitos e relações estabelecidas durante a exposição teórica de um conteúdo. Em virtude desta importância, as discussões sobre o tema têm conduzido algumas pesquisas sobre o laboratório didático de Ciências, surgindo classificações quanto ao método empregado. Filho (2000), apresenta algumas concepções relativas à organização das práticas experimentais nos laboratórios de ciência.

Como uma alternativa de baixo custo para experimentos de física, temos o uso do Arduíno:

Arduino, por vezes traduzida ao português como Arduíno,[2] é uma plataforma dehardware livre, projetada com um microcontroladorAtmel AVR de placa única, com suporte de entrada/saída embutido e uma linguagem de programação padrão,[3] na qual tem origem em Wiring, e é essencialmente C/C++.[4] O objetivo d…

Por que a radiação é tão assustadora? - O Globo

Por que a radiação é tão assustadora? - O Globo

RIO - Vinte e cinco anos depois de Chernobyl e mais de 65 anos depois das bombas atômicas terem devastado Hiroshima e Nagasaki, deixando milhares de doentes, mesmo um boato de contaminação radioativa pode desencadear pânico, segundo artigo publicado no "Discovery News".

As explosões na usina nuclear de Fukushima depois do terremoto e tsunami em 11 de março, no Japão, esvaziaram as farmácias nos EUA e na Europa: as pessoas compraram milhares de pílulas antirradiação apesar das garantias de que o perigo era nulo.

Câncer, AIDS e acidentes de trânsito fazem milhões de vítimas todos os anos mas não inspiram tanto terror. As pessoas ainda fumam, praticam sexo sem segurança e dirigem todos os dias. Então por que a radiação nuclear é tão assustadora e o que determina como reagimos ao encarar uma ameaça, real ou imaginária?

Homenagens:Ucrânia lembra acidente nuclear de Chernobyl

A resposta é complexa e cheia de contradições, a começar pelo fato de a maioria das pessoas não pensar duas vezes ao absorver doses de radiação através de exames de Raios X. Mas ao colocar as palavras "nuclear" e "acidente" juntas, mais a ideia repentina de que partículas subatômicas possam atravessar a pele e causar danos aos tecidos e até alterar o DNA dá calafrios.

- Qualquer coisa que possa penetrar nosso corpo nos deixa apreensivos e desencadeia um medo ancestral - disse o neurologista Herve Chneiweiss, do Centro de Psiquiatria e Neurociência da Universidade Paris Descartes.

- E quando o culpado é invisível, inodoro, insípido - em outras palavras, além do alcance da percepção - que a angústia é ampliada ainda mais. Até de pronunciar a palavra sentimos medo - afirmou Etienne Klein, física da Comissão de Energia Atômica da França e professora de Filosofia da Escola Central de Paris.

Para a Psicologia Evolucionária, que argumenta que o comportamento humano tem raízes na seleção natural e na necessidade de se adaptar ao ambiente, o medo da radiação também se baseia na apreensão que nossos antepassados tinham das doenças contagiosas. Apesar de não poderem ver vírus e bactérias, eles eram confrontados pela ideia de que esses microorganismos eram letais.

- As pessoas tratam a contaminação nuclear como se fosse uma doença contagiosa - emocionalmente, elas pensam apenas na mera exposição e não na dose necessária para se desenvolver algum problema - explicou John Tooby, professor da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, que tem experiência no tema da origem evolucionária da emoção. - Além disso, a radiação nos cerca por todos os lados, e as pessoas tratam qualquer anormalidade nesse campo como se fosse um risco terrível. O aumento da radiação de Fukushima criou um pânico incipiente nos EUA, mesmo que a magnitude fosse menor do que à que eles seriam expostos numa viagem de avião.

As reações exageradas das pessoas que têm medo, afirmam os especialistas, são reforçadas pelo conhecimento histórico que nos lembra do terrível poder atômico e das condições imprevisíveis sob as quais ele pode ser desencadeado.

A explosão no reator quatro em Chernobyl, na Ucrânia, no dia 26 de abril de 1986, espalhou poeira radioativa e cinzas sobre mais de 200 mil quilômetros quadrados, atingindo até o norte da Escócia e o oeste da Irlanda. Uma área muito menor ao redor da região sofreu sérias consequências, assim como alguns dos centenas de milhares de "liquidadores" recrutados pelo regime soviético na época para apagar o fogo nuclear e limpar os retos deixados pelo acidente.

Os números de vítimas fatais e de pessoas que ficaram doentes por causa de Chernobyl ainda são ferozmente contestadas e as estimativas variam muito. Esta enorme incerteza aumenta o alarmismo, dizem os estudiosos.

- Como alguém que vivia na França poderia saber se devia ou não se preocupar com a nuvem de radioatividade? - questionou Francois Taddei, uma geneticista molecular do Instituto Nacional francês de Pesquisas de Saúde e Médicas. - Sobre Chernobyl, nos disseram que não havia nada, quando na verdade havia. Como as pessoas reconstroem a confiança?

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