Arduíno no ensino de física - João Cláudio Nunes Cavalho - Ifce

Arduíno no ensino de física
Prof. João Cláudio Nunes Carvalho

A relevância do laboratório de ciência é inquestionável pelos professores, pois a prática experimental consolida a aula teórica, extrapolando a abstração dos conceitos e relações estabelecidas durante a exposição teórica de um conteúdo. Em virtude desta importância, as discussões sobre o tema têm conduzido algumas pesquisas sobre o laboratório didático de Ciências, surgindo classificações quanto ao método empregado. Filho (2000), apresenta algumas concepções relativas à organização das práticas experimentais nos laboratórios de ciência.

Como uma alternativa de baixo custo para experimentos de física, temos o uso do Arduíno:

Arduino, por vezes traduzida ao português como Arduíno,[2] é uma plataforma dehardware livre, projetada com um microcontroladorAtmel AVR de placa única, com suporte de entrada/saída embutido e uma linguagem de programação padrão,[3] na qual tem origem em Wiring, e é essencialmente C/C++.[4] O objetivo d…

Ciência e engenharia da computação: quais as diferenças e qual escolher?

A área de computação é bastante promissora em termos de emprego e boas colocações no mercado de trabalho. Contudo, pode não ser assim tão simples escolher um curso superior, já que as principais opções estão entre engenharia ou ciência da computação. Mas, afinal, qual a diferença entre os dois e qual é o melhor caminho a seguir? 
Canaltech conversou com professores e coordenadores de cursos superiores para facilitar o entendimento. De forma mais simples, a ciência da computação é um curso mais voltado a software, enquanto engenharia da computação tem mais foco em hardware. 
De acordo com o Ministério da Educação, os alunos de ciência da computação precisam “ter capacidade de construir aplicativos de propósito geral”. No jargão do setor, estes profissionais devem trabalhar com desenvolvimento. 
“O curso de Ciência da Computação tem duração de 4 anos e é mais focado no desenvolvimento de softwares e estudo de linguagens de programação bem como no desenvolvimento de aplicações para suprir as necessidades de softwares das empresas”, explica o professor Ricardo de Almeida Pinto, coordenador do curso de Engenharia de Computação da Universidade Anhembi Morumbi, em entrevista o Canaltech.
Já os engenheiros, segundo o Ministério, precisam “conseguir analisar e projetar sistemas de computação (software, hardware e redes)”. Ou seja, de acordo com o jargão da área, estes profissionais se dedicarão a trabalhar com sistemas.
“O curso de Engenharia de Computação tem duração de 5 anos. Nele, os alunos também aprendem linguagens de programação, mas o foco maior é em hardware. Neste curso focamos mais em sistemas que integram hardware e software e, por ser um curso de Engenharia, tem disciplinas tradicionais da área, como Cálculos, Físicas, Química e outras disciplinas necessárias para a formação do engenheiro”, aponta Almeida. 
Ou seja, o profissional de Engenharia da Computação também precisa ter noções de como projetar todo um sistema para outras pessoas usarem.
Apesar de ter áreas de atuação bastante diferentes, os cursos também têm semelhanças e por vezes podem até levar a trabalhos parecidos. “As linguagens de programação, modelagem de dados, redes de computadores e robótica, por exemplo, sempre terão aplicação direta de engenheiros e cientistas da computação. Outro ponto em comum são as disciplinas de cálculo presentes nos dois cursos e que são de fundamental importância para a formação dos alunos”, explica o professor André Vinicius Garcia, coordenador dos cursos de Computação e Tecnologia da Anhanguera Santana, ao Canaltech.

Mercado de trabalho 

Os especialistas acreditam que o mercado está bastante aquecido em ambas as áreas. Dessa forma, a expectativa é de que uma pessoa que entre em um curso desses tenha boas oportunidades de emprego no futuro. 
“O futuro está na programação, seja para aplicativos móveis (mobile), quanto web e na domótica (automação residencial). Todas elas são áreas que estão crescendo muito. É uma demanda da sociedade de uma forma geral”, acredita Almeida. 
Contudo, cada área pode ter a sua especificidade. Por exemplo, quem se forma em engenharia da computação também tem as capacidades de um engenheiro, o que pode dar vantagens no mercado de trabalho. “Minha opinião é que a formação em Engenharia de Computação é mais abrangente, permite buscar mais oportunidades de trabalho no mercado, além de permitir que o profissional tenha registro no CREA [Conselho Regional de Engenharia e Agronomia] e, com isto, posso assinar, como responsável, projetos de engenharia em sua área”, comenta Guilherme Marcondes, vice-diretor do Inatel e coordenador dos cursos de Engenharia de Computação e Engenharia de Software. Ele ainda lembra que, para setores de eletrônica, a demanda por engenheiros é maior. 
 Guilherme Marcondes, do Inatel (Foto: Divulgação/Inatel)
Por outro lado, Garcia acredita que, na verdade, é o cientista da computação que tem uma área de atuação mais ampla. “Ciências da Computação permite que o profissional trabalhe em diversas funções de tecnologia como desenvolvimento, programação, análise de sistemas, segurança de dados, gestão de áreas de tecnologia ou mesmo na criação de uma startup digital. Desta forma, se considerarmos abrangência, o cientista de computação teria diversas opções de atuação, já o engenheiro de computação teria uma atuação mais restrita voltada à área industrial e produção”, opina. 
Apesar das divergências de opinião, os três professores são unânimes em dizer que, para além da faculdade, vale a pena ficar de olho nas tendências em linguagem de programação. “Hoje em dia as empresas têm pedido muito profissionais com conhecimento em Phyton, por exemplo, que é uma linguagem relativamente recente e que está mudando a forma como ensinamos programação atualmente. O profissional desta área de TI, independentemente se for de Ciência ou Engenharia de Computação, precisa focar em certificações técnicas e se especializar cada vez mais na sua área de atuação”, conta Almeida.

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